O CÉU DESABA SOBRE O INFERNO
Introdução O nascimento é acompanhado pela dor,a decadência é dolorosa. Nós crescemos,lutamos,ficamos felizes,ficamos tristes,amamos e odiamos e por fim as pessoas caem nas garras da impermanência. Sou o tipo de ser que veio ao mundo despido de toda a malícia e descoberto de ''mascaras'',do tipo de criança que beijava todo mundo,porque todo mundo me parecia bom e não me causaria nem um dano. Em pouco tempo aqui na terra eu já fui percebendo que os humanos e o mundo feito por eles mostrava uma realidade diferente e aos poucos fui me fechando para o mundo e aflorando o meu lado soturno. Na escuridão me reconheço e sempre acabo encontrando o meu lugar entre as cinzas. ==================================== Entre os 16 e 17 anos comecei a escrever o que eu estava sentindo na época,e foi o período que eu considero como o período pós-morte. Isso se deve a um acontecimento que um adolescente nos seus complexos 15 anos,ainda cheio de esperança e sonhos mesclando-se ao turbilhão de confronto com a sociedade,principalmente na escola onde estudei e por algum motivo oculto que eu não sei eu ganhava inimigos facilmente e sem que fosse por opção-eu não escolhia isso,dessa forma pouco a pouco fui me tornando uma estrela solitária no horizonte declinando-se pela curvatura do espaço e tempo. Sei que eu poderia funcionar muito melhor se me fosse dado a liberdade de dar vazão a minha paixão semmeliantes brotando a cada canto,como espíritos famintos pulando sobre a carne morta,felizes em pulverizar a minha estrutura de orgulho que precisaria para viver. A segurança e auto-estima que um digamos,humano precisaria para ter fluides em suas empreitadas e investidas. =================================== Devido ao peso e densidade dos acontecimentos,eventualmente serei obrigado a ''filtrar'' uma gama interminável de eventos,dos quais a sua exibição cairia em cunho policial,e acarretaria problemas a mim,tal qual o que tange a minha liberdade. ISRAEL (O CÉU DESABA SOBRE O INFERNO) NÍCIO DAS ESCRITURAS:Ano 2007 Capítulo negro A alguns dias as palavras que estão presentes na minha vida são,insegurança,vazio e morbidez. Ultimamente estou ouvindo a mesma coisa de pessoas diferentes,estão dizendo:''nossa!Está perigoso andar tarde da noite na rua''Então quando eu critico e mostro minha tranqüilidade,eu sempre escuto:''Você vai acabar levando um tiro''.Já escutei dos meus amigos e de várias pessoas ,nunca a palavra revólver esteve tão presente na minha mente e isso está me amedrontando,é uma coincidência assustadora. Parece que alguém tramou uma psicologia para que eu seja visto em minha forma vulnerável só ouvindo falar de violência e armas de fogo e talvez um dia eu tenha medo de abrir a porta,dar um passo e ser alvejado por uma bala. O vazio dos meus dias estão me corroendo aos poucos,talvez eu seja retraído de mais e por isso deixo de fazer o que tenho vontade,e isso é um fator que obviamente contribui para o meu estado mórbido de depressão e melancolia. Passo dias sombrios e só consigo pensar no lado negativo de tudo e cada vez fico mais calado com medo de me expressar. Já me expressei antes e passei por uma situação nada agradável e isso alimentou o meu ódio pela raça humana. Foi em um dos cultos dominicais da igreja maranata,igreja da qual fui nascido e criado até ir me afastando sem me lembrar ao certo quando deixei de ir totalmente. Arriscaria dizer que foi quando passeia estudar a noite. Narrativa do eu atual. Tento adotar várias personalidades para cada ocasião,mas,nem assim consigo fugir do meu eu que está apodrecendo mais e mais. Me agrada muito beber,isso me faz ficar muito feliz e inverte a situação,perco o medo,perco a vergonha e só penso no lado bom das coisas,descarto pensamentos ruins. Quando fico alcoolizado eu não sou ISRAEL,isto é,estou seguro de si,mais esperto e mais descolado e isso já me rendeu bons frutos. Queria ser assim no estado normal,excerto vomitar no chão do quarto depois de se embriagar,mas,por mais que eu tente,não consigo e me sinto idiota,minha natureza é sombria. Sei que estou a ponto de cometer uma loucura,mas o senso de razão e lucidez me prende e é nessas horas que me identifico com Lane Stailer e posso entender o significado de ''Alice na corrente''(Alice in chains) que ele mesmo não sabia e/ou quis sair pela tangente em uma entrevista dizendo que era um projeto de banda de trash metal cujos os integrantes bebiam e se vestiam de mulher e que na formação só acabou tendo ele como único membro,mas na verdade,por traz disso conota-se a ''mascara'' que ele tanto devia usar e que na verdade todos nós usamos,é também uma corrente que nos prende ao senso político e a moralidade. O fato de pensar que sou capaz de realizar algo me tranqüiliza e é esse o problema,pôs fico estagnado. ROTÚLOS E CRÍTICAS Porra,caralho,puta que o pariu,já estou de saco cheio,para tudo tem uma crítica,tudo o que eu fizer vai dar o que falar e você ou eu vamos ser criticados Rótulos,rótulos e mais rótulos. Se não ajo ou não falo,eu escuto:''Você é muito parado,acorda para a vida''.Eu começo a agir e sou tachado de hiperativo( antes hiper-ativo do que passivo,hahahaha,ainda não perdi o ar de deboche).Mas não para por aí,se me mostro inteligente sou CDF,se mato aula e também deixo de fazer trabalhos escolares eu sou o grosseiro e leigo da classe. Se não sou garanhão do tipo que fica toda semana com pelo menos 4 mulheres eu sou o macha lenta que não atingiu a cota.(Eles ficam até com meninas que são meio desprovidas de beleza,coisas que eu não faço,pôs sou a favor de qualidade e não quantidade. Já sobre quantidade,mais a frente eu contarei sobre um curioso feito prodigioso que até agora eu não sei explicar).Narrativa do eu atual. Se mantenho a calma e explodo de uma vez agredindo quem merece,sou violento,agressivo. Por mais que eu tente ficar ''na minha'' e não aparecer no campo onde imperam os escarnecedores,mais os meus inimigos aparecem e ganho inimigos sem fazer nada,não sei porque. NO FUNDO DO POÇO O mar negro de depressão parece me afogar,é um buraco negro tão denso me puxando para dentro,estou sendo tragado por uma areia movediça,estou sem ar. Me sinto dentro de um episódio de além da imaginação onde os médicos e enfermeiras enfaixam o rosto de uma paciente e dizem que já fizeram 10 cirurgias(se não me falha a memória)e que ela iria passar pela 11ª e ultima. E se não desse certo ela seria encaminhada para um lugar onde haveriam outros iguais a ela. Detalhe:os rostos dos médicos e das enfermeiras nunca apareciam,a câmera só os mostravam do peito para baixo. Passada a suposta 11ªcirurgia ela volta ao seu quarto e começa a desenfaixar o seu rosto diante do espelho e pasmem, era uma menina linda,linda e loira. Convencida pelos outros que aquela aparência era inaceitável e feia ela começa a chorar e no desespero tenta fugir do hospital. Na fuga os seguranças,médicos e enfermeiras seguram ela e a câmera revela os rostos deles. São monstruosos,bizarros,grotescamente deformados. Eles dizem a ela:''Nós ligamos para um representante do retiro,ele também é assim como você,e ele vai te conduzir para um lugar que terá outros também iguais''. Derrepentemente entra uma rapaz bem afeiçoado e bem vestido. Ele estende a mão a ela,abre um sorriso,ela também sorri para ele e os dois vão embora. O que quero dizer com isso:Quando as pessoas sabem que são inferiores e sentem inveja de alguém que é superior,eles incrivelmente tendem a elaborar uma forma de se sentirem melhor,essa forma é convencer os superiores de que estão abaixo,depredando-os e abalando seu orgulho,já que é a única forma de suprir a falta de talento e beleza que eles tem,ou melhor,o talento e a beleza que eles não têem. Estou tomando nojo de muitas pessoas,ou melhor,de quase todas,ultimamente não vejo diferença entre jovens que estão na igreja para os que estão fora dela. Muitos amigos verdadeiros eu encontro fora. A falsidade e a malícia infectou jovens cristãos,apurou seus sensos e lhes concedeu uma capacidade de proferir palavras sulfúricas bem como o tratamento em geral. Hedonistas eles sustentam o prestígio e os momentos de altruísmo e solidariedade são meros resquícios do que aprenderam por lá quase que por osmose. Assim usam automaticamente acompanhados por um pouco de temor de punição divina e nome apagado do livro da vida. Em muitos encontros,festas etc...da igreja,fico deprimido e sozinho,todos são diferentes de mim,ou seja,seguem o senso comum,são estupidamente triviais. Eu não me identifico com ninguém e a quem penso ser exceção,não encontro meios de me comunicar e suas companhias me olham como se eu fosse o pior dos idiotas. É assim que me sinto:acorrentado. Eu imploro para que uma luz divina clareie a minha alma encardida de tristeza. A respeito da natureza,ninguém escapa de suas malditas forças,pessoas morrem enquanto Deus toma chá com biscoitos em sem trono branco. Ninguém escapa da irracionalidade da natureza puta,tudo ocorre de forma errada,tudo é errado,todos são errados,talvez eu carregue uma parcela de erro,mas olhe para o lado bom que é o suicídio:você se livra do peso,se livra do fardo pesado que carrega nas costas como uma cruz que se encarregará de verter o seu sangue sofredor. As vezes me odeio e quero morrer,mas não vou me entregar tão cedo,se você está contra mim você vai implorar para que comam o seu câncer antes que você empreteça,você ficará com o pulmão impregnado de coágulos do sangue morto,antes que seu coração bombeie sangue pisado para o seu cérebro e isso venha somado a síndrome de Touriet e você enlouquecerá e golpeará as paredes com a cabeça e isso criará tumores do tamanho de um caroço de abacate. Conseqüentemente isso lhe proporcionará dor,prazer,tristeza,alegria e você morrerá de olhos vermelho purpura escuro pelo sangue absolutamente deteriorado. Estou no fundo do abismo,perdendo minha alma,estou no fundo do abismo,me sentindo pequeno,porém,não serei eu que cairei nas profundezas do inferno e ganharei um outro corpo que na verdade é um monte de carne e tecido cutâneo,mas quem sabe a massa de pessoas de alma pequena que são meus adversários e sentirão dor na hora em que encarnarem e o vale nebuloso de fome inchará seus estômagos que vazio estarão,desabarão sobre espinhos que ferirão suas carnes já mastigadas e vazará toxina ao invés de sangue pois a fome eterna o substituiu por fluidos corporais. A SOCIEDADE É fácil ter razão em tudo que você faz quando se é um ídolo pop,vão te seguir e te imitar,você terá o privilégio de lançar moda e ninguém nem ao menos terá passado pela cabeça a possibilidade de você estar sendo insensato,quer dizer,insensato pode até acontecer,mas jamais o termo louco(a).entretanto se você é mais um individuo comum na sociedade cada escorregada que você der vai estragar sua imagem. Para os famosos o problema é que tem sempre um paparazzi observando o que você faz,dessa forma existe uma certa pressão e quando não são os paparazzis são os ''banzeiros''esses são fanfarrões que não sabem como se portar em publico e costumam gritar bem alto o nome dos outros que reconhecem,sem o menor respeito ou educação,mas tem uma coisa:mesmo um famoso e rico cuspindo no teto e dando vexame em algum lugar ele vai continuar com suas dezenas de milhares de pessoas querendo se relacionar com ele,ou ela,como que disputando o seu lugar ao sol. Ter talento,escrever,tocar,compor e não aparecer na mídia,faz de você um idiota para as pessoas e o famoso tapinha nas costas e as frases clichês do tipo''Se você tem talento e acredita no que faz,vai em busca dos seus sonhos''NÃO SE ILUDA COM ESSES!Eu já escutei muito isso e a minha percepção extra-sensorial me mostrou gritantemente todas as vezes o pensamento dessas pessoas e elas pensam:''É...mais um sonhador''.Do que importa!Eu sempre quis ser adorado como o Michael Jackson mas permanecendo anônimo como o produtor por detrás dele. Ou como diria o Kurt Cobain:''Adorado como o John Lennon ,mas anônimo como o Ringo Star''. Queria poder voar,mas asas me foram negadas,meus pés fincaram raízes no sórdido mundo dos homens. Futuros integrantes da minha banda de rock são ateus sem sentimentos,imbecis que não levam nada a sério,são machistas que tratam as mulheres como objeto sempre e não esporadicamente. Não são nada inteligentes. Um egoísta megalomaníaco,egocêntrico,cleptomaníaco e individualista como baixista e um musicalmente eclético baterista que faz raps horríveis e ainda sim já criticou o meu trabalho dizendo que era ''xabi''Não sei como não parti para a agressão,sendo que era ele o conhecido na escola por andar rebolando com uma revista dos Hansons dizendo que ama o Zac(o baterista),e ele até fez uma paródia de uma música dos irmãos quando estava a tarde na minha casa tocando o meu teclado Cassio de 5 oitavas,ele tirou o arranjo de uma música do álbum Midle of nowhere e começou a cantar:''Zaquinho você é meu,todinho,todinho meu!''.Eu com cara de abismado e quase sem acreditar fiquei uns segundos paralisado e depois disse:''Caraaaaaalhooooo!!!!!Vou contar prá todo mundo amanhã na sala!''. Penso em daqui para a frente ser mais sincero e dizer o que eu penso ou sinto sem ficar medindo a reação e sem ficar chateado com o que eu ouvir se o que eu ouvir não for agradável. Eu sou pior naquilo que faço melhor e é por esse dom que me sinto abençoado. No mais,devo terminar seguindo a frase de Kurt Cobain ,falecido líder do Nirvana.''Melhor morrer queimando do que ir se apagando aos poucos'' Frases: ''A vida é um labirinto que não consigo achar a saída'' ''Do nada surgi,mas ao nada eu não retornarei,pôs retornando ao nada eu nada serei'' ''O grunge sempre ressurgirá para carbonizar a dinastia dos hipócritas,ainda que com uma outra denominação'' Diário de lembranças sentado no balcão do bar e mercearia da minha Tia Marlene em Santa Luzia Procurando ser didático e objetivo como uma criança,nesse diário retirado da memória vou abrir mão de frases elaboradas e ser explicito,claramente explícito! Há muito tempo atrás residi em uma casa cuja rua possuíra um nome peculiar do qual não quero citar. Não me vêem muitas lembranças devido ao fato de que eu tinha somente 3 anos de idade. O que mais me vem a cabeça é uma amiga chamada Francine,essa por ventura eu encontrei muitos anos depois e conversamos,nós nos dávamos muito bem na infância e não deixou de ser assim depois. A mulher ao lado que me tem no colo,mãe de Francine(a menina da foto)hoje não está entre nós. Ela suicidou-se em 2006. Em seguida nos mudamos para a casa da minha avó no bairro do Rocha,na verdade era uma pequena casa colada ao lado da dela e tudo dentro do mesmo quintal. Já a partir daí tenho grandes e fartas recordações da infância. Eu tinha muitos amigos e a diversão era todos os dias. Na escola que estudei,ali nas proximidades,eu já mostrava ser um alunosinho endiabrado. Eu recordo até hoje da minha mãe citando por incontáveis vezes a palavra hiper-ativo referindo-se a mim,pôs fora um diagnóstico dado por uma pediatra,aliás,desde bebê o meu pai me apresentava aos outros dizendo que eu era o carrasco dele,muito por conta de eu não ter deixado ele dormir por todas as noites durante 1 ano e meio.''Esse aqui é o meu carrasco''.quem me contou isso foi o Octaviano Marins,marido da minha tia por parte de mãe. Voltando a fase dos 4 anos,nessa época eu já era influenciado por séries japonesas como: Jaspion,Changeman etc... em uma dessas eu acabei quebrando um galho de árvore na cabeça do meu melhor amigo,o Léo,ao discutir com ele. Instantaneamente ele começou a chorar,em seguida eu estava com outro amigo,o Carlinhos e vimos o Léo triste brincando sozinho com suas tralhas. Me bateu um remocio,um arrependimento. Passados uns 6 meses se não me engano após termos nos mudados para lá,em uma noite de festa junina a nossa rua recebeu a visita de uma família,esta que iria morar exatamente ao lado da nossa casa,daí conheci nessa mesma noite,MONIQUE,esta menina não me saiu da cabeça até hoje eu me lembro dela esporadicamente,ela foi a primeira e sempre será. Lembro-me de uma fogueira com chamas altas no momento em que conheci a Monique, eu lembro de ter perguntado a ela se ela teria coragem de pular a fogueira e depois disse que eu conseguiria,que eu me lembre ela disse que eu iria me queimar. Assim que o fogo baixou um pouco eu fiquei pulando,até ter sido repreendido pela minha mãe,foi esse o 1ªdia que conheci a menina. Ficamos muito íntimos um do outro, quando eu saía da escola era para a casa dela que eu ia,meu material escolar era levado por minha mãe,estávamos sempre juntos e juntos de nossos amigos. Não escondíamos segredos. Pelo que me lembro seu pai era militar,porém gentil. Me lembro que em certas ocasiões meus amigos mostravam ciúmes de mim com ela e sugeriam rimas ofensivas para eu dizer a ela. Houve uma situação engraçada certa vez,ela estava dançando na sala com uma música tocando no aparelho de som e eu comecei a dançar também em um estilo parecido com o dela que mais me lembra hoje o clipe In bloom do Nirvana para me aproximar dela. Antes que eu puxasse ela para simular uma espécie de tango ela me acerta um tapa. Nós paramos de se falar por um tempo. Um dia,brincando no quintal dela,olhando para ela,seus fios finos de cabelo que caiam da nuca e seu rostinho feminino e delicado,fui tomado por um profundo sentimento de carisma. Instintivamente a cerquei contra o muro e roubei um beijo. Batimentos cardíacos a 200 por minuto!É só o que me lembro. A escola que eu estudava na época se chamava Galiano Lessa. Eu me lembro que minha mãe recebia constantemente queixas sobre o meu comportamento,uma dessas foi por eu ter mostrado o pênis para uma menina. O tempo passou e os dias de diversão no Rocha com os meus amigos Léo,Carlinhos,Júnior e Monique acabaram. O 1º a ter se mudado foi o Júnior,em seguida a Monique e logo após,eu. Praça Esthefânia de Carvalho,vulgo praça do Zé Garoto Nos mudamos para o Barro vermelho em uma colina que eu não sei o nome da rua,mas que só convergimos para lá enquanto meus pais procuravam terreno em outro lugar das proximidades. Sempre indo a igreja maranata onde a dona da casa alugada para nós(ela,seu marido e suas filhas moravam na casa ao lado colada a nossa) iam também. A mulher se chamava Dona Diná,ela era uma mulher estranha que parecia uma bruxa em arquétipo clássico da bruxa,na verdade lembra a personagem Perpétua de uma novela da tv Globo com a diferença de que ela não era tão apegada a Deus e nem qualquer religião. Ela quando ia a igreja era muito por conta das filhas Alba e Daniela. A Alba era a mais velha e com um comportamento falso que não passava energia carismática. Daniela a mais nova era a meiga e seus sorrisos eram sinceros. É claro que as duas eram bem mais velhas que eu. Nessa época eu estudava no Colégio Santa Catarina e tinha a rotina de descer a rua ''2''que na verdade se chama Prof.Pimentel,dobrava para a Heitor Levi onde ficava o colégio,mas entrava por uma avenidazinha,pôs era lá a porta de entrada. Nessa escola eu fui intitulado e proclamado pelas professoras como ''o religioso'',uma dessas vadias até inventou uma história para a minha mãe. Essa tal professora disse a minha mãe que eu fiquei de braços abertos no pátio imitando Jesus em cada passo do holocausto. Ora,ora,ora. Como ela foi suja. Se na época eu tivesse a malícia que adquiri quando adulto eu iria dizer que ela foi uma menina perversa e eu iria fazer ela se ajoelhar para pagar pelo pecado,ou seja,ajoelhar para pagar um bo...bom,deixa prá lá. Nesse colégio eu já me destacava das outras crianças pela inteligência. Eu gostava de conversar com os adultos e eles muitas vezes não viam a hora de conversarem de novo comigo por que aprendiam muito comigo. Os meus impulsos hiper-ativos fizeram a professora chamar minha mãe na secretaria e pedir para que fosse marcada uma consulta com uma assistente do ramo. Do que me lembro que disse a ela foi bem infantil,acho que eu poderia ter me contido e parado de falar sobre as coisas que eu gostava de fazer,todas elas perigosas e envolvendo eletricidade química e fogo. Diagnóstico:É fase!Puramente hiperatividade infantil. Devido ao contato do meu pai com membros da igreja ele consegui negociar com um tal de Samuel que tinha posse de um terreno. Um tempo depois,uns 3 anos eu nunca havia entendido a ligação do meu pai com um tal de Spencer,só sei que Spencer falava muito do chefe que tinha,inclusive o teclado que ganhei do meu pai foi comprado em dolar,foi $700,do tal Spencer que havia ganhado o teclado do tal chefe,pôs o chefe um certo investidor que ajudava quase todos os políticos da cidade onde ficava o Hyatt Plazza em suas campanhas havia perdido sua filha,a tal tecladista. Curiosamente eu ouvi algum tempo depois uma conversa do meu pai com uns caras e eles comentavam que o chefe do Spencer morreu de forma estranha,foi assassinado de forma estranha. Na frente:Fabiano barrigudinho fingindo tocar o meu teclado cassio Ao fundo:Eu com o sorriso e pose do playboy de ancestrais V**t**e que sabe que é o dono do teclado (FOTO TIRADA 3 ANOS APÓS O ASSUNTO) Enquanto a nossa casa estava sendo construída,saímos da casa da colina porque minha mãe não topava a cara da Diná. Já nessa casa alugada na rua Celso Queiros,fomos inquilinos de Gerusa que morava com uma filha tecladista,a Rachel. Essa foi uma fase regada a muito ninja Jiraya e ao crescimento do meu poder yuki. desenvolvi paixão e febre pelas artes marciais. Junto a uns amigos vizinhos nós treinávamos golpes e fazíamos exercícios Meu espírito estava crescendo de forma acelerada. Eu estava conhecendo a cosmo-energia e percebi que tinha uma força e capacidade de suportar situações hostis como calor extremo e golpear portões de ferro mesmo depois de os meus punhos estarem sangrando e como brinde eu saboreava o meu sangue,gosto de metal mais agradável que doces,todos os doces que eu pudesse comprar na venda. Certa vez,na casa de uns irmãos,uma menina e um menino que eram meus amigos,eu reagi de forma inusitada,quando a menina machucou o joelho e este desatou a sangrar eu disse a ela:''Posso dar uma lambida no seu sangue?''.Com isso eu provoquei risos da mãe dela que se podia ouvir lá da cozinha onde ela estava.O meu pai testou a minha percepção várias vezes. Quando ele estava me observando da porta do meu quarto para ver se eu estava dormindo,eu abria os olhos(ela não fazia nenhum barulho)eu simplesmente percebia a presença dele. Depois ele fez que ia embora e eu fechava os olhos por que realmente acreditei que ele iria de vez. Ao fechar os olhos eu senti a presença dele na porta outra vez e ele diz:''Aêeeee,NINJAAA!!!!''. Fora a isso,meu pai sempre me deu motivos para odiálo. Suas frustrações e as surras levadas pelo pai,meu falecido avô homônimo a ele:Nelson e as constantes pressões sofridas pelos diversos cobradores,entre agiotas e sócios e pelos rebelamentos de funcionários enrolados por ele na firma,em fim,essas frustrações e xingamentos recebidos eram descontados em mim,por eu até então ser uma criança e não oferecer a ele perigo contra sua saúde retribuindo a pancadaria ou mesmo atentar contra a vida dele. Na verdade por um tempo ele foi o ser que eu mais odiei,pela sua intransigência e militarismo. Por várias vezes me imaginei matando ele com uma arma e pensei se eu teria pena de continuar chutando ele depois de morto. No meu pensamento essa compaixão não aparecia,eu conseguia imaginar pulando em cima do cadáver dele e cuspindo também,além de por fim jogar uma rocha na cabeça dele para testemunhar seu crânio estourando e os miolos com sangue vazando pelo solo. Por várias vezes elaborei armadilhas para que ele caísse nela e como eu era inexperiente no assunto,no máximo consegui fazer ele cortar a canela por uma linha com cerol,que nada mais é que vidro moído com cola de sapateiro aplicados na linha. Sorte dele que a calça comprida amorteceu. Eu vi ele dando seu acesso nervoso e reclamando da linha no caminho. Ele só deu bronca. Na igreja minha família já se associava aos Velasco. Ainda nessa residencia posso lembrar de um sonho que tive,do qual Deus era um senhor baixinho que me recebeu no Céu e me mostrou o paraíso como se eu fosse um amigo dele. O meio de se chegar lá era uma montanha com caminho espiralado que tinha seu cume muito acima do nível das nuvens. Ele era sorridente e não se incomodava coma minha falta de cordialidade. A casa em construção ficou pronta. Nesse ano eu passei a estudar em um colégio de nome muito peculiar cujo nome eu não quero mencionar mas que leva o nome de um famoso ''apresentador'' de tv. Dica:''ALÔ CRIANÇADA O ****CHEGOU”.Essa escolinha se encontra no mesma rua da casa onde morava até então. Dos alunos que eu me lembro tinha um cheinho que vinha com uma bibliazinha de católico, (daquelas que só vem o pentateuco)uma branquinha chamada Lívia e uma escurinha que eu esqueci o nome,o restante não consigo me lembrar. O cheinho era um menino legal,bem...teve uma vez que ele ficou falando tanto da bíblia e do catolicismo no recreio que eu dei um fora nele:''POXA,VOCÊ SÓ FALA DISSOOOO!EU NÃO QUERO SABER!!!”Então ele abaixou a cabeça e fez uma cara de cãozinho sem dono,ele nem ao meno replicou nem nada. Eu fiquei com pena e remocio,eu tenho um coração muito mole. A Lívia fazia o papel da minha namoradinha,é claro que pela a nossa idade nunca chegamos a nos beijar na boca como o beijo que roubei da Monique,mas lembro das rasqueações de seda entre nós. Houve uma aula que agente ficou jogando beijo um para o outro sem parar até que uma das alunas contou com tom de raiva para a professora,tom de incomodada ,devia estar com ciúmes. Crianças são engraçadas em sua inocência,se eu viesse do futuro contar ao eu daquela época as profanidades que já fiz com mulheres talvez eu ficasse encabulado. Nessa escola eu também conheci a Marcela,só não me lembro quando ela entrou,se foi no meio do ano ou se eu estudei no ano seguinte também. Com os Velasco,a lembrança vem dos inúmeros passeios no Plazza Shoping de Niterói,logo depois do expediente do trabalho do meu pai e de Robson,contratado pelo meu pai,embora até certo tempo o grande chefe era outro:O dono do apartamento que se encontrava em um edifício na famosa rua Amaral Peixoto. Logo depois o meu pai montaria uma firma em outro prédio de Niterói e uma outra em Madureira,no Rio. Essa outra praticamente se tornara uma célula independente que continuaria funcionando mesmo sem o comando central. Os lucros da firma de tratamento capilar proporcionaram a nossa família uma renda mensal de R$15,000,00 por mês garantidos em média,quando não era mês de muito movimento. No mês de pico monetário isso significava uns R$18.000,00.Saíamos em uma sextafeira e nos esbaldávamos de lanche daquela famosa franquia que eu não citarei,pôs jamais puseram 1 centavo na minha conta bancária e eu odeio fazer marchandise para terceiros. Além do mais eu odeio a cara daquele palhaço de macacão amarelo e cabelo vermelho urânio. Com o estômago cheio fomos passear pelas lojas para gastar. Eu sei que eu era criança e crianças não têem muita noção de dinheiro,mas validado pelo fato de eu sempre ter sido mente aberta eu posso afirmar:Parecia que o dinheiro nunca acabava!Eram brincadeiras em todas as máquinas da diversão eletrônica,compra de roupas nas lojas,itens eletro-eletrônicos. A Nídia,esposa de Robson,mãe de Leonardo,Lairine e Lucas,adorava dar presentes e o que o meu pai achava superflo(subterfúgio para gastar o dinheiro com os itens dele)ela me comprava. Para fazer média,meu pai comprava presentes para os filhos dela também,levando vantagem moral no jogo porque eram presentes para cada um dos três enquanto que da nossa família era apenas 1 filho:Eu,já que minha irmã nem sonhava em nascer. Coisa de ego de patrão,sabe. De vez em quando passávamos uns fins de semana na casa deles. Eu era amigo desse Leonardo e da irmã dele,Layrine. Acontecia inevitavelmente de Layrine e eu termos um apego. O irmão dela tinha ímpeto de voyer,gostava de iniciar os assuntos para o lado sexual na presença da irmã dele e gostava de vê-la fazendo coisas eróticas comigo. Cara!Uma vez ela ficou deitada no banheiro de bruços a mando do irmão e baixou a saia e a calcinha e deixou eu por o meu pinto no cuzinho dela. Foi uma sensação maravilhosa. E o irmão só de voyer. Depois escutamos a porta se abrindo,eram nossos pais chegando da outra casa. Certa vez Layrine sozinha no quarto comigo disse que queria ser minha namorada. Não seu porque eu disse que não. Hoje eu saberia o porque se falasse não,já que ela engordou e perdeu a beleza também,mas na época era uma loirinha gostosinha. Fui um menino imaturo. Enquanto isso a casa permanecia em constantes obras mesmo com todos nós morando lá e no ano seguinte fui estudar no colégio Durvalina José a 1ªsérie porque no 3ºperídodo eu fui considerado inapto para ser aprovado(subterfúgio de âncora encontrado pelas mulheres do corpo docente para encobrir a raiva pelos meus chutes na canela e minha desobediência).No Durvalina José veio uma paixão arrebatadora por uma menina chamada Ana Carolina. Foi em uma fase de meio termo porque eu estava crescido o suficiente para já ter desenvolvido consciência moral para não me declarar para ela tão diretamente,mas imaturo para não declarar também,até soa contraditória mais faz sentido a citação. Eu escrevi uma carta para ela que eu nem me lembro do conteúdo,nem mesmo em partes. Nessa escola eu conheci outro léo e um tal de Georgines que se tornou amigo mais próximo naquele ano naquele colégio. Lembro-me também que estudavam na mesma sala duas Julianas,uma morena sem vaidade e outra branquinha que costumava usar um cabelo channel meio curto moderninho e era vaidosa. Ela sabia que eu era apaixonado por Ana Carolina e uma vez agente até combinou de que ela pegasse uma calcinha emprestada com a Ana para que eu gozasse nela e devolvesse para Juliana para que ela por sua vez devolvesse a Ana porque na minha imaginação infantil ela engravidaria dessa forma. Crianças são realmente engraçadas!Essa Juliana gostava de uma safadeza e eu gostava de dividir essas informações com ela. Em uma das aulas ela disse que queria dizer algo no meu ouvido,eu me inclinei a ela e pelo que me lembro eu não notei nenhum gesto insinuante,mas a outra Juliana ao ver agente disse em alta voz a professora:''Ô professora,Juliana tentou beijar Israel!!!!”Para quê?A classe toda se manifestou,Léo zoou muito e eu disse a professora que ela não tinha tentado me beijar não,ela só queria dizer algo no meu ouvido. Eu expliquei isso não só porque queria ajudar a minha amiga a sair de uma situação constrangedora mas também porque para mim ela realmente não tentou me beijar,bem...se ela realmente quis,talvez eu tenha sido inocente demais e não notei,embora tenha ficado na minha lembrança os lábios lubrificados dela tocando o meu rosto como que sem querer. Nesse mesmo ano já havia nascido a minha irmã. Nos dias em que minha mãe ficou no hospital minha tia Cristina,irmã do meu pai ficou com agente em casa para fazer comida,já que nenhum de nós sabíamos fazer. A comida ficou muito ruim e o meu pai ficou rindo e zoando a minha tia o tempo todo. No dia da alta eu vejo pelo terraço da minha casa a minha mãe subindo com a bebê enrolada nos panos. Eu fiquei igual a uma criança com um brinquedo novo e de fato eu era criança. Fiquei feliz por ganhar uma irmã seja ela fosse uma irmã ou um irmão. Minha mãe,minha irmã recém-nascida e eu no terraço Enquanto isso,lá na escola a diversão e as descobertas continuavam. Eu cheguei a me desvirtuar do caminho do evangelho caindo nas festas da escola,onde tocavam músicas mundanas. O ano passou e eu não consegui conquistar a tal Ana Carolina. Acho que foi a 1ªvez que senti dor em relação ao love e ainda tão pequeno. A CARTA Se a carta que um dia eu lhe escrevi chegar em suas mãos Não abra,mas guarde-a em segredo sem abrir o envelope se houver algum tempo Por favor entenda meus sentimentos É meu primeiro e ultimo pedido Sem sermos tão fortes quando somos bons Seria e totalmente Quando o alvorecer se aproximar, dessa janela,de longe Vou atirar a flecha de coragem em suas costas Antes que você vá embora Lá fora a chuva ainda não parou E a cidade e as pessoas encharcadas Ainda sim acreditam que o sol virá Essa velha canção,a silhueta na parede e esta doce vida Talvez jamais se torne a pintura ''REALIDADE'' Eram dias transbordantes de ternura E de sentimentos pintados com mercúrio Mas não olhe para traz O caminho que você escolheu continua Pela alvorada que só você conheceu Mas nunca se esqueça...esqueça! Meu pensamento sobre você é como o mar em noite de tempestade Chorando nos separamos O guia de duas pessoas que vagam é a palavra ''ESPERANÇA''. Por insegurança eu não falo para duas pessoas que amam Mas na verdade eu grito:voz do coração que todo mundo quer transmitir:chegue agora! As férias chegaram e com ela as aventuras. Eu tinha um quintal para se esbaldar e construir coisas com os meus amigos. Olha que engraçado,eu tinha o firme fundamento de que se eu enterrasse um vergalhão bem fundo no solo e continuasse empurrando o mesmo vergalhão com outros,eu furaria a cabeça do Diabo. Que ilário!!!!! A noção dimensional ainda inexistia,ou talvez existisse mas os resquícios de fantasia ainda se faziam presentes a nível suficiente para cobrir a razão,um surrealismo digno de dar inveja a Salvador Dali. Eu também adorava incendiar as coisas,misturar produtos químicos e mexer com a rede elétrica. Um dos hobbies de Filipe(vizinho) e eu era ficar se ''energizando''.Esse feito consistia em segurar um único fio ligado a faze da tomada,por os pés descalços no chão e ficar curtindo o pequeno choque. curtindo os elétrons passeando pelo nosso corpo. E mais uma vez no terreno surrealista,eramos dotados de capacidade eletrolítica,ou seja,mantiamos a carga adquirida e com isso vinha mais força e velocidade para correr,golpear e praticar o que só mais tarde deram como:Lê parcur. Eu conseguia escalar todos os 3 andares da minha casa,só pelas grades e chegava ao terraço feito o super-herói das HQs spider-man mais conhecido no brasil como homem-aranha. Para quem pensou que o exterminador do futuro não existia,olha ele aí segurando minha irmã igual a um robô e comigo ao lado. Esse é o Dudu,amigo do meu pai. Na 2ª série estudei em uma escola também particular Amorim Machado. Eu era o terror de lá,o bad boy number one no topo da lista negra daquela entidade de ensino,pôs os demais alunos eram playboys e patricinhas,todos mimados. Me lembro de algumas excursões que o colégio promovera. Uma delas foi no circo da praça XI,no Rio de Janeiro,ou melhor,quando um circo migrou para lá na época.
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