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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Capítulo III - Colégio Santa Edviges

    Era fim do segundo semestre de 2003, agosto para ser preciso, quando a pouco efetuamos a missão do colégio Pedro Gomes e já planejamos outra. Fui Eu quem sugeriu o Colégio Santa Edviges, colégio particular este que estudei na infância e Eu conhecia a infraestrutura e sabia que entrar lá seria fácil, só deveríamos cuidar para que o arrombamento das portas lá dentro fosse garantido, afim de que não perdêssemos tempo invadindo apenas por adrenalina e sim por tomada de posse de bens e dinheiro. Eu afirmei com veemência que se conseguíssemos arrombar determinadas portas, com certeza sairíamos abonados e bem-aventurados. Conversei com Fernando sobre a nova, conversei porque ele fazia parte do clã, ainda que não diretamente, mas se não fosse ele a dar idéia a este sagaz e sobre saliente “causador” que vos narra, talvez esta gama de eventos jamais teria acontecido, ou tivesse enveredado por outros caminhos divergentes, vai saber, não tenho máquina do tempo para testar os efeitos da teoria do caos em nossa história, alterando o passado. O fato é que esta centelha, esta des - carga elétrica provocada pela fala atirada ao vento foi captada pelo mercúrio e fosfato da lâmpada fluorescente da minha mente, cumprindo o papel de start para uma sociedade secreta em ascensão. A meritocracia de Fernando é enfatizada por mim, porém apenas com essa lembrança, apenas com palavras e não lucros ou participação efetiva, já que falar é fácil, qualquer um faz, mas poucos entram na linha de fronte como Haziel, Tyler e Eu. Abri a mente conversando com todos do clã. Desta vez Eu fiz um mapa e uma planta, tudo esquematizado como projeto profissional. No colégio à noite, na saída, Audrey vem me mostrar a primeira edição da nova saga da série de animação japonesa mais relevante de todas, após pegar seu histórico na secretaria. Contando desde a primeira saga, aquele era o mangá número 32. Os Cavaleiros do Zodíaco- A Saga de Hades. Com a trama por Audrey descrita e pelos traços que vi, Eu quis ir comprar no dia seguinte na banca, já que ele não quis me emprestar. Que sacana! Dito e feito, estava Eu na banca me deparando com o mangá de capa super transada. Dentre todos era o que mais chamava a atenção, comprei. Em uma dessas noites no colégio Eu trouxe uma garrafa de Martine Vermuth Bianco e alguns copos de plástico. Eu já vim ébrio pelo caminho e na sala de aula tentei convencer alguns alunos a beber comigo, mas todos me fizeram desfeita, talvez só pela satisfação de me fazer desfeita. De alguma forma na cabeça deles era elegante fazer desfeita. Não consigo processar isso. Pobres miseráveis sem atitude.

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